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montesclaros.com - Ano 26 - terça-feira, 9 de junho de 2026

Procuradora federal gritou por socorro e filho de 7 anos implorou ao segurança do condomínio que salvasse a sua mãe

Sábado 04/02/12 - 9h

A procuradora federal Ana Alice Moreira de Melo, morta na madrugada de quinta-feira numa mansão em Nova Lima, gritou por socorro e lutou para tentar escapar. A revelação foi feita à polícia pela babá Girlene Fastor, de 34 anos. No momento do assassinato, a babá se trancou em outro cômodo da mansão com o casal de filhos da procuradora, de 3 e 7 anos, e escutou Ana Alice pedir para ela ligar para polícia quando foi atacada pelo marido Djalma Veloso. A babá, que havia pedido uma viatura policial, ligou para a portaria do condomínio. O segurança André Luiz dos Santos, de 30 anos, estava de plantão e contou que esteve na mansão. O segurança se emocionou ao lembrar a cena do filho mais velho do casal. “O menino estava aos prantos e me pedia: ‘Moço, salva a minha mãe, moço, tem um homem matando a minha mãe’. Acho que ele não sabia que era o próprio pai que estava lá. A criança menor também chorava muito e a babá a abraçava, tentando acalmá-la”, disse André. A procuradora foi enterrada ontem. Acusado do homicídio, o marido foi encontrado morto, na madrugada de ontem, num motel de BH. Tudo indica que Djalma Veloso se matou a facadas. O casal estava em processo de separação. Além disso, de acordo com uma pessoa ligada à família, a procuradora reuniu provas de adultério e questionou irregularidades nos negócios do marido, que já não teria nada em seu nome.

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