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Mensagem: O tratado Manoel Hygino Documento da maior importância para o Brasil, mas também para os países da América Latina e Europa. Refiro-me à assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, aguardado há mais de duas décadas, até com ansiedade. Mas foi finalmente consagrado o texto em janeiro de 2026, em solenidade no Paraguai. O Brasil não compareceu por seu presidente, para escapar à possibilidade de encontrar-se com o homólogo da Argentina, Javier Milei. Eles têm discrepância de posições com relação ao da Venezuela, Maduro, por sinal, preso nos Estados Unidos, por motivos fartamente conhecidos. Nem tudo está suficientemente resolvido. Entre nós, o acordo tem de ser sacramentado pelo Congresso Nacional, sem o que não adquirirá validade. Agora é confiar em que o Parlamento não atrase a tramitação. É uma obrigação legal e indesviável. Os jornais brasileiros enfatizam a próxima etapa. No Congresso, o tratado deverá passar pelas comissões temáticas, antes de ser submetido à votação nos plenários. O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), defendeu a criação de uma subcomissão para acompanhar a tramitação e analisar os impactos econômicos e setoriais do acordo. A esperança, bem o sabemos, é a última que morre. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou o avanço do tratado, aprovado pela UE e abriu caminho para a criação da maior zona de livre comércio do mundo. Ele destacou que o acordo deve gerar empregos, atrair investimentos e fortalecer a inserção do Brasil na economia global. “É um passo importante para um mundo mais unido e próspero”, comentou. O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul marca um momento histórico nas relações econômicas internacionais. Com ele, Mercosul e União Europeia vão criar o maior tratado de livre comércio do mundo. Juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões. E há outro pormenor altamente valioso. O novo regime visa retirar até 80% do custo da produção, permitindo que os produtos brasileiros sejam vendidos a preços mais competitivos, isto é, chegando a consumidores de numerosos países que poderão adquiri-los em condições acessíveis. No entanto, na hora da onça beber água, como se diz na roça, dois países se insurgem: Itália e França, que abrem as portas para a judicialização do tratado. Quanto tempo mais demorará a sua efetivação? Depois de praticamente três décadas, é um momento altamente perigoso. Enfim, quem perde são milhões de pessoas.
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