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Mensagem N° 55822
De: Fagundes Data: 6/3/2010 21:15:06
Cidade: Montes Claros/Minas Gerais  País: Brasil
E-mail: 91009198
Terminou nesse instante mais um jogo de vôlei no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves e o Montes Claros/Funadem venceu mais uma por 3X0 frente ao time Álvares/Vitória.

Mensagem N° 55817
De: vanderleia Data: 6/3/2010 14:55:14
Cidade: ponta porã ms/MG
E-mail: vanderlaiag2009@hotmail.com
Titulo da notícia: Ator da novela "Caras & Bocas" morre de câncer aos 25 anos -Comentário: é muito triste saber que uma pessoa tão jovem morreu de câncer,ainda mais agora que ele tinha começado a fazer sussesso.

Mensagem N° 55813
De: Enoque Alves Rodrigues Data: 6/3/2010 13:23:17
Cidade: São Paulo - SP  País: Brasil
E-mail: enoque.rodrigues@ibest.com.br
...ASSIM ERA O NOSSO BREJO - PARTE 18 - O Padre Augusto... FINAL

Grande amigo e admirador sincero do Padre Augusto, desditoso e infeliz nos negócios, Niquinho foi, mais tarde, procurar aconchego junto aquele que estava constantemente de braços abertos.
Infeliz por não ter sabido reter grande fortuna, acumulada durante os anos em que a roda da vida lhe sorrira nas páginas complicadas da farmacopéia, redimiu, no entanto, nos dez anos de sofrimento, os grandes erros cometidos no “pano verde...”
Chorando a morte daquele que, antes de tudo, fora pai amantíssimo, uma de suas filhas escreveu, com certeza a soluçar: “Que importa que o pai tenha caído e perdido a fortuna procurasse no álcool o esquecimento? Que importa, se ele nunca deixou de ser bom, se jamais se aproveitou da inconsciência para nos maltratar ou nos odiar?... mas o pai sofria e mais se afundava no erro, quanto mais compreendia a dificuldade de reerguer-se...
Realmente, Niquinho não se distinguia somente pelo brilho de sua inteligência de grande orador e poeta; mas pela bondade inata de seu coração, pelo amor que dedicava aos menos afortunados do que ele! Farmacêutico apenas, mas com aquela vocação toda especial para os diferentes ramos da medicina, aonde estava a dor, ai o encontrava também!
Depois de velho, pobre e corroído por insidiosa moléstia, muitos julgavam aquela sua apatia como certa modalidade de filosofia; mas, não era não! Conformado com os revezes da vida, sentindo aproximar-se dos beirais do túmulo, voltara o espírito para as camadas infinitas do Cosmos!
Em 1918, em plena mocidade e prazeres da vida, cantara ele assim, neste acróstico cheio de doçura e de poesia, a pluralidade dos caracteres que distinguiam a alma do Padre Augusto!...
Seguindo, pois o sábio conselho de Niquinho, vamos encontrar o Padre Augusto agora em Montes Claros, no consultório do mais famoso médico daquela época e região, o Dr. João José Alves, aliás seu compadre e dileto amigo.
-“É, compadre, dizia-lhe o médico tristemente. Niquinho tem razão. Sua moléstia é muito grave... Não tenho meios de tratar por aqui, pois é remanescente daquele tumorzinho que extraí do seu lábio há quarenta anos!...
Quem diria que o câncer fosse uma moléstia tão traiçoeira assim! Há quarenta anos atrás, o Dr. João José Alves, com aquele seu tirocínio que ninguém compreendia, extraira do Padre Augusto, no lábio inferior, um pequeno tumor de origem maligna.
Na Missa do Galo ele nem mais podia se locomover sozinho para a Igreja, sendo por isso mesmo transportado pelo povo na sua velha cadeira de balanço!
A Matriz como em todos os anos, enchia de gente, a maioria soluçando, pois o vinho não queria encontrar caminho na garganta do Padre Augusto!...
Mas o homem, conforme ele próprio dizia, tem o dever, perante o Criador de zelar pela matéria que o reveste. Seguiria o conselho do Dr. João José Alves, e consultaria no Instituto do Rádium.
O câncer, no entanto, enraizara-se nas carnes do Padre Augusto, como árvore frondosa que espalha as suas raízes pelo solo adentro. Assim sendo regressou sem que nada de bom lhe acontecesse. Nenhuma evolução positiva alcançara neste seu intento.
Afirmam alguns médicos que o câncer é uma das moléstias mais cruéis, talvez a que mais atormenta o organismo do homem. A morte de um canceroso pode ser considerada o caminho mais estreito por onde atravessa o espírito humano...
O Padre Augusto, agora cansado pelas lidas de seus 74 anos, vergava agora sob o peso inclemente daquelas dores atrozes do câncer! Sempre sorridente, contorcia-se com um rosário de lágrimas escorrendo-lhe dos olhos azuis já embaciados. Ali mesmo perto estava um estojo de injeções com a caixa de morfina, lenitivo único dos cancerosos naquela remota época.
Uma pequena agulhada, um instante somente, e seus olhos brilhavam de novo envolvendo a todos numa caricia amiga!
Quando as dores eram mais profundas, delirava e falava coisas incompreensíveis, chamando a todos por determinados nomes e referindo-se assuntos de outras vidas...
A folhinha marcava 17 de Março do ano de 1931 e ele estava escrevendo justamente o último capitulo de sua vida! Acabava de chegar o Cônego Marcos Van In Premonstatense, de origem belga, para lhe dar a extrema unção.
Atravessando heroicamente aquele ciclo da dor, vergado sob o peso torturante da morte, seu olhar ficou parado por alguns instantes, envolvendo aqueles que o rodeavam, mas realmente nada mais vendo desta vida!
Repetindo aquele seu hábito de falar por enigmas, naquele conglomerado de sons mal articulados, pronunciou algumas palavras semelhantes as de “abade”... Câncer... Confessor... e exalou seu último suspiro!...
José, dito de Luciano, criado por ele, amparando-o juntamente com um seu primo de nome Silvio, ambos sufocados pelos soluços, exclamou tristemente: “Acabou-se o Padre Augusto!...” Subitamente um luto fechado caiu sobre toda a localidade! As crianças, em primeiro lugar, sentindo-se esvair aquele seu sustentáculo, o verdadeiro pedestal onde repousavam o amor e a fragrância que se espalhavam por aqueles recantos, mostravam com lágrimas sentidas o quanto era amado e querido o Padre Augusto!
Ninguém ali queria acreditar que um ser tão bondoso, tão amigo dos pequeninos, fosse traiçoeiramente colhido nas malhas da morte. Ninguém ali naquele instante se lembrava de que a morte é a prova suprema, o traço de união entre o finito e o infinito, pois até o Divino Mestre passou por ela um dia no alto do Gólgota, para mostrar aos homens que a vida não cessa com a morte, mas que ela é apenas o começo de uma nova vida!...
Deitado no seu esquife, como se vivo ainda fosse, o Padre Augusto estava revestido de sua melhor batina, presente de um amigo. Sua fisionomia tão bondosa, própria dos seres puros, aparentemente mumificada, sorria para todos aqueles que o rodeavam. Cada qual queria guardar para si uma pequena lembrança sua, um “souvenir”, arrancando sorrateiramente os bambolins da faixa vermelha que lhe apertava a cinta!
Formado o cortejo através daquela rua estreita, onde outrora o povo saudava-o com efusão, o esquife ainda não saíra do cadafalso e já a cruz dianteira chegava à porta da Igreja. Afinal entrava de novo na velha Matriz, aonde dormiria o sono dos justos no meio da nave de sua amada Igreja...
O Cônego Marcos recitou a oração dos mortos:
-“DIES IRAE, DIES IRAI, CALAMITATIS ET MISERIA...”
A cova era profunda, porquanto ninguém queria que o seu corpo se confundisse com os dos pecadores desconhecidos que ali se encontravam desde os tempos remotos de Colônia.
Como última e singela homenagem à memória daquele que fora o maior e mais dedicado dos amigos, mandaram colocar em sua tumba, como ele próprio o desejaria, apenas uma lousa simples com as seguintes palavras:
CÔNEGO AUGUSTO PRUDÊNCIO DA SILVA
Nascido a 31 de Julho de 1856
Falecido a 17 de Março de 1831.

Um grande abraço, conterrâneos. Finalizo nesta capitulo a vida do grande e inesquecível Padre Augusto, a quem Brejo das Almas, muito deve.
Enoque A Rodrigues, de São Paulo.

Mensagem N° 55812
De: Rodrigo Data: 6/3/2010 11:49:04
Cidade: Brasília DF
Há notícia de que o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal negou, no dia 4 de março, o seguimento de recurso especial que pretendia impedir a condenação definitiva do ex-prefeito de Montes Claros, Athos Avelino, condenado por unanimidade pelo TRE e tornado inelegível por 3 anos. O caso envolve um evento evangélico em praça pública de Montes Claros, na campanha da reeleição, denunciado por suspeita de “promover” o então prefeito, que acumularia ainda “o uso indevido dos meios de comunicação social”. Agora, cabe aos especialistas em Direito dizer o que vai acontecer, se o ex-prefeito e atualmente diretor do Indi pode ser candidato a deputado estadual, como pretende.

Mensagem N° 55810
De: Fátima Data: 6/3/2010 09:49:12
Cidade: Montes Claros
Com a chuva dos últimos dias, está desaparecendo a "ferida" na serra dos montes claros. Que desapareça, e não volte nunca mais. Foi uma vitória de todos impedir que a serra fosse devastada, eu creio.

Mensagem N° 55809
De: José Prates Data: 6/3/2010 09:45:23
Cidade: Rio de Janeiro - RJ
E-mail: joséprates1or@hotmail.com
AS ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS

JOSÉ PRATES

Quando abrimos o Montesclarosnotícias, virtual que nos traz as novidades da cidade, muita coisa nos alegra enquanto outras nos entristecem como, agora, lendo sobre o deplorável estado de conservação das estações da velha estrada de ferro. Não são utilizadas segundo a sua destinação específica, mas, é um patrimônio público que deve ser preservado, se não por outra utilidade que possa ter agora, mas, pelo menos, como história. Quem não se lembra da importância da estação ferroviária na vida da cidade? Concordo que a maioria, hoje, não viveu esse tempo, não conheceu a estrada de ferro como principal meio de transporte terrestre, mas, não é por isso que se deve abandonar um patrimônio que faz parte da história, deixando que o tempo o destrua. É um marco do progresso que chegou ao lugar naquela época; são o resultado do esforço e dedicação de milhares de pessoas engajadas no trabalho de construção da estrada, desbravando um sertão inóspito, muitos sucumbidos pela malária, pagando com a vida o preço da condução do progresso. A ronceira estrada de Ferro encerrou suas atividades, acabou cedendo lugar às carretas, ao ônibus, aos automóveis. Só por isso vamos abandonar os edifícios que foram as suas estações, bonitas e importantes no passado? Porque é “coisa velha” vamos abandoná-las à ação do tempo para serem destruídas? Queiram ou não, essa construção caindo aos pedaços que o mato teima em encobrir, conta uma história. História bonita de um povo alegre, sorriso nos lábios ao abraçar alguém que vinha de longe ou as lágrimas de tristeza no abraço daquele que partia.
Para quem esteve ali trabalhando, como eu no início da vida profissional, jovem de 22 anos, cheio de entusiasmo, é triste ver a foto da estação de Pai Pedro caindo aos pedaços, coberta pelo mato. E como ela, todas as outras. Ainda temos na lembrança a alegria na chegada do trem que se anunciava com apito longo ao se aproximar da estação. Vinha devagar repicando o sino da locomotiva arquejante, soltando fumaça pela chaminé. Na plataforma, vendedores de beiju, requeijão e queijo, em gritos anunciando seu produto, misturando-se à gente que esperava gente. Quinze minutos e o trem apitava em despedida, dizendo que a festa acabou. Isto se repetia dia a dia. Na estação de Montes Claros, grande, majestosa, com seus funcionários em uniforme azul marinho, era grande o movimento. Todos os dias, à chegada do trem, a plataforma transformava-se numa passarela da moda com moças bonitas em desfile exibindo suas roupas domingueiras, enquanto agenciadores de pensões anunciavam aos gritos a comodidade e o preço da hospedagem. Carregadores, com carrinho de mão, apressavam-se a conduzir a bagagem dos passageiros que chegavam. Tudo era uma festa. Festa diária que alegrava uns e entristeciam outros.
Vamos dizer porem, que tudo não era festa na chegada do trem. A tristeza nos invadia a alma quando chegava o trem vindo do nordeste. A segunda classe despejava centenas de pessoas, homens, mulheres novas, velhas e crianças que ficavam á espera do dia seguinte para prosseguirem viagem. Sem recurso para hospedagem em lugar condigno, alguns se amontoavam na “casa da emigração”, ali mesmo na Praça da Estação, outros, em maior quantidade, dormiam na plataforma, um ao lado do outro, numa grande promiscuidade. O sonho de uma vida digna no sul do país, amenizava o sacrifício da viagem, ficando, porém, a saudade dos que ficaram esperando um dia, também,

(José Prates, 81 anos, é jornalista e Oficial da Marinha Mercante. Como tal percorreu os cinco continentes em 20 anos embarcado. Residiu em Montes Claros, de 1945 a 1958, quando foi removido para o Rio de Janeiro, onde reside com a familia. É funcionário ativo da Vale do Rio Doce, estando atualmente cedido ao Sindicato dos Oficiais da Marinha Mercante, onde é um dos diretores).

Mensagem N° 55805
De: Batista Data: 6/3/2010 09:12:27
Cidade: Montes Claros
Examinei a divisão de M. Claros para atuação dos dois batalhões da PM, agora existentes. Pela informação, o centro continuará sob responsabilidade do Décimo Batalhão. Imaginava que os "pegas" e "rachas" acabassem com o surgimento do novo batalhão. Vou continuar acreditando.

Mensagem N° 55804
De: Hoje em Dia Data: 6/3/2010 09:11:26
Cidade: Belo Horizonte
Ex-mulher de maníaco desconfia de mais mortes - Marcos Trigueiro, o “Maníaco do Industrial”, será investigado por casos de 1999 e 2000 - Carlos Calaes - Repórter - A comerciante M.A.S., 37 anos, é, hoje, uma mulher amedrontada e confusa. Ex- companheira de Marcos Antunes Trigueiro, o “Maníaco do Industrial”, com quem viveu durante quase dois anos no período de 1999 a 2001, e teve uma filha, hoje com 9 anos, ela acredita que o ex-companheiro possa estar envolvido de alguma forma com alguns dos desaparecimentos e mortes de mulheres ocorridos na Região Noroeste de Belo Horizonte naquele período. Os crimes até hoje não foram esclarecidos e se tornaram um dos maiores desafios já enfrentados pela polícia mineira. O chefe da Divisão de Crimes contra a Vida (DCcV), delegado Wagner Pinto de Souza, informou que ela deverá ser intimada para revelar o que sabe. Confusa, M. garante que não tem raiva do ex-companheiro que, garantiu, nunca foi violento com ela e a filha do casal. No entanto, admite que, após a separação, Marcos extorquiu dinheiro dela sob a ameaça de tirar a filha da sua guarda. Ela diz, ainda, que tenta “organizar suas lembranças”, mas adianta que algumas situações quando Marcos apresentou comportamento estranho e teria dormido fora de casa fizeram com que ela começasse a pensar e ligar os fatos. Segundo M., na época Marcos teria uma kombi e trabalharia como perueiro. “Estou com muito medo, por isso não quero me expor. O que estou pensando pode não ser nada, mas eu gostaria de ajudar o trabalho da polícia”, diz. M. disse que nunca foi apaixonada por Marcos e que decidiu se separar pelo fato de ser dez anos mais velha que ele. Na época, relembra, o casal morava em Contagem. Ela acredita que Marcos acabou se tornando o que é por causa da infância sofrida e de ter sido maltratado pelo pai e a mãe. “Ele é fruto do que os pais fizeram”, resume. M. afirmou que decidiu falar o que sabe, não por raiva do ex-companheiro, mas por ficar apavorada com os crimes que estão sendo atribuídos a ele. Como não há nada de concreto, o HOJE EM DIA não procurou familiares das mulheres desaparecidas e mortas no período entre 1999 e 2001. Marcos está preso no Ceresp do São Cristóvão, e nesta sexta-feira (5) prestou mais um depoimento sobre os crimes de que é acusado. As mulheres estupradas e mortas pelo maníaco no ano passado, de acordo com as investigações da polícia e a própria confissão do maníaco, foram a empresária Adina Feitor Porto, 34 anos, em 26 de janeiro, a comerciante de roupas Ana Carolina Menezes Assunção, 27 anos, em 16 abril, a comerciante Maria Helena Lopes Aguilar, 48 anos, em 16 de setembro, a estudante de Direito Natália Cristina de Almeida Paiva, 27 anos em 7 de outubro, e a contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, 35 anos, em 11 de novembro. Além das mulheres estupradas e mortas, o maníaco também confessou o assassinato do taxista Odilon Eustáquio Ribeiro, 59 anos, ocorrido em 2004 em Betim. Ele também é suspeito de matar seu tio, Antônio Trigueiro, 50 anos, com um tiro no peito em 2004 em Contagem, para roubar R$ 25 mil, um agiota identificado como “Davi”, depois de invadir a pizzaria da vítima num assalto também em Betim e pela morte da filha, Mariana da Silva Trigueiro, de 3 meses e 22 dias em 7 de fevereiro do ano seguinte, em Ibirité. No atestado de óbito, consta que a menina morreu vítima de trauma craniano, abdominal e torácico, provocado por pancada que podem ter sido causadas por socos. Na última quinta-feira, o HOJE EM DIA esteve no barracão na Rua Alves de Azevedo, 39, na divisa de Ibirité e Contagem, onde Marcos morava com Maria Aparecida da Silva Gonçalves e o bebê. O barracão fica a apenas um quarteirão da casa de M.B.T., mãe de Rose Paula Câmara Trigueiro, atual mulher do maníaco.De acordo com o aposentado Geraldo Cândido Lacerda, 63 anos, dono do imóvel, o casal morou no local apenas por dois meses. “Após a morte da criança, eles foram embora levando as chaves. Só agora isso fiquei sabendo de tudo isso”, disse. - Crimes ficaram sem solução - Do final de 1999 até meados de 2001, vários casos envolvendo desaparecimentos e mortes de mulheres por estrangulamentos estabeleceram uma série de crimes misteriosos que deixou a população de Belo Horizonte amedrontada. Até hoje, a maioria desses crimes ainda não foi solucionada. Os casos são da pedagoga Selma Beatriz da Silva, 33 anos, que sumiu no bairro Camargos em 26 de fevereiro de 1999; da estudante Carla Emanuelle da Silva, 11 anos, que desapareceu após sair para comprar macarrão no então Hipermercado Bon Marché, no Shopping Del Rey em 5 de março de 1999; a secretária-geral do Instituto de Ciências Exatas, desaparecida no Campus da UFMG em 10 de março de 1999, cujos restos mortais foram encontrados em setembro de 2005. Também inclui o caso da bancária Elizabete da Silva Nogueira, 34 anos, que sumiu dia 24 de maio de 1999 nas proximidades do Shopping Del Rey; da estudante Cibele Marques do Nascimento, 17 anos, que desapareceu no Conjunto Água Branca, em Contagem, no dia 19 de novembro de 1999; da doméstica Cleusilene Miranda, 25 anos. O corpo dela foi encontrado, degolado, em uma galeria de esgoto nas proximidades da mata da UFMG. A polícia indiciou o traficante Leandro Ferreira de Carvalho, o “Leco”, 23 anos, que nunca foi preso. Houve ainda os casos da secretária Jaqueline Aline Salgado, 18 anos, em 22 de maio de 2000, da vendedora Cíntia Rosa de Castro Silva, 23 anos, cujo corpo com marcas de estrangulamento foi encontrado em julho, e da secretária Josélia Mari a Lopes, 32 anos, que sumiu no Centro de BH em agosto de 2000. O corpo de Josélia foi encontrado em uma mata na Via Expressa. A lista continua com a promotora de vendas Luciana Neiva Carvalho Dilly, 20 anos, em fevereiro de 2000, cujo corpo apareceu em Engenho Nogueira, em Sabará, a estudante Mary Ferreira da Silva, 17 anos, na Via Expressa em 12 de fevereiro de 2000, a estudante Simone Alves Ferreira, 17 anos, que sumiu no Conjunto Água Branca e, 7 de janeiro de 2000, e da bancária Daniela Cardoso da Silva, bancária, 25 anos, sumida em 31 de julho de 2001.

Mensagem N° 55801
De: Jr Data: 6/3/2010 08:50:59
Cidade: M. Claros
Faltou acrescentar na mensagem anterior: de madrugada, ainda ocorreram pegas e rachas, com freadas, buzinas, gritos, guinchos, cantadas de pneu. Notei que o barulho que vem do "triângulo da impunidade" é superposto, tem camadas, como um monturo. Quando, por volta das 3 e meia da madrugada cessou o som majoritário, o mais alto, abaixo dele surgiu outro, que aos poucos tomou o seu lugar e prolongou-se até o raiar do dia. Isto, ouvido a quarteirões de distância (...)

Mensagem N° 55800
De: Mara Data: 6/3/2010 08:44:12
Cidade: Moc
Choveu bem, mansamente, na madrugada de M. Claros. Algo como 20 milímetros. Está tudo "fechado", o tempo "bonito".Mas a previsão é de 8 milímetros neste sábado e 10, no domingo. "De sol alternando com pancadas de chuva e possíveis trovoadas".

Mensagem N° 55798
De: JOSE GONCALVES Data: 6/3/2010 05:10:54
Cidade: Mompach  País: Luxemburgo
E-mail: jocgoncalves@gmail.com
quando estou em montes claros, também sofro com o abuso dos propagandistas em carros, bicicletas, bares e ouros mais. lí que algumas ações judiciais já foram movidas contra proprietários de estabelecimentos que desrespeitam a lei. será que não seria mais eficiente que as ações judiciais fossem movidas contra a prefeitura, ou então contra a secretaria de meio ambiente?

Mensagem N° 55797
De: Jr. Data: 6/3/2010 03:19:52
Cidade: Montes Claros
As 3 horas da madrugada já ficaram para trás. O barulho que vem do "triângulo da impunidade" suplanta o rumor da chuva que cai, e perturba quarteirões à frente. Só não perturba a secretaria do 1/2 ambiente, que mais uma vez dorme sobre um orçamento de 4 milhões de reais que gasta para cumprir a lei e fazer cumprir a lei, embopra, até aqui, não faça nem uma coisa nem outra. (...)Antes, como na semana passada, tivemos o tradicional desfile (nas suas imediações) dos carros transformados em potentes usinas de som. A melhora que pode ter acontecido na área central, por uns dias, como notifica uma mensagem aqui ainda não chegou. (...) O desrespeito prossegue pela madrugada, neste instante sob os acordes de "é fevereiro, e tem carnavaaalll...", que ouço a quarteirões de distância. (...) Felizmente, este barulho não chega a condomínios fechados da cidade, onde repousam alguma das nossas autoridades, refugidas na vigilância privada, guardada, protegida, vigiada e, claro, devidamente fechada, como não dispõe a maioria dos moradores, sujeitos aos "triângulos da impunidade". Até quando?

Mensagem N° 55796
De: Carmen Netto Data: 5/3/2010 23:13:12
Cidade: Bhte
Impressões de Viagens – I


O mundo está se transformando com muita rapidez por causa da globalização e da informática. Vivemos num mundo saturado de informações. Viajar tornou-se um ato corriqueiro, e, cada viagem é uma história.
Nunca pensei em conhecer a Escócia, mas como a família da minha filha Júnia está passando uma temporada por lá e a saudade apertou, me mandei para a terra dos Celtas e, na oportunidade, conhecer seus mistérios e suas lendas.
Mineiro é modesto. Não gosta de falar de si, tem até cisma de ser assim. No entanto gostaria de compartilhar com meus leitores uma experiência onde abri minha alma para gozar plenamente as pequenas felicidades que a vida oferece.
A Escócia não me era totalmente desconhecida, pois li todos os livros do escritor escocês A. J. Cronnin durante a juventude e, na maturidade, os livros água com açúcar de Rosamund Pilchen e muitos são passados naquele país. E lá fui eu rumo ao hemisfério norte, inverno como há muito não acontecia por lá, nevascas impressionantes que fecharam aeroportos, bloquearam estradas e paralisaram o Eurostar.
Quem nunca sonhou com um natal com neve, como nos cartões de nossa infância? Vivi a experiência de um natal branco! Fantástico!
Fiquei na Escócia um mês, tendo a oportunidade de conhecer o país em diversos aspectos. Quando viajo, tento conhecer os costumes, a alma do povo. Além de Glasgow, conheci Edimburgo, a capital, e, Inverness nas Terras Altas; cobertas de neve, árvores desnudas sem uma folha sequer, parecendo esculturas de cristais e nuvens. Em meio à brancura, pinheiros verdes que resistem a qualquer intempérie. Temperaturas em torno de 5 a 10 graus negativos. Viver é simples, a gente é que complica. Olhar a neve cair é viver. Molhar na neve é viver e eu não sabia. Andar na neve é viver.
Em Minas, as montanhas não nos permitem ficar indiferentes a elas. Na Escócia, a mesma emoção: as montanhas, os campos, os povoados cobertos de neve, não vivesse eu nos trópicos.
Como sou apaixonada por viagens de trem, pude satisfazer esse desejo viajando nos trens mais limpos e confortáveis que já conheci. A neve atrapalhou os horários britânicos, mas não os passeios; paravam em imponentes estações, construídas no princípio do século XX. O Reino Unido é imbatível em ferrovias. Em Glasgow desembarquei na Central Station, arquitetura característica do fim do século XIX e princípio do século XX. Um imenso relógio mostra as horas, linhas férreas de ambos os lados, ligando a Escócia às principais cidades do Reino Unido. Na saída da estação, uma estátua de um soldado com uniforme e máscara anti-gases me chama a atenção, e, na parede uma placa de bronze com o nome dos soldados escoceses mortos na 1ª Guerra Mundial. O país não deixa seu povo esquecer as tragédias que sofreu. Próxima à estação ferroviária, situa-se a estação rodoviária. Moderna, confortável e muito bonita. Harmonia entre o presente e o passado, característica de povos civilizados. Em seu “Hall” a escultura dos meus encantos, cujo nome é “O Beijo”. Lembram daquela fotografia tirada quando os aliados libertaram Paris na 2ª Guerra, a moça francesa beija e abraça o soldado americano, dobrando o joelho e ficando na ponta do pé. Tenho procurado a gravura dessa cena e nunca a achei; ao ver a escultura, meu coração bateu mais forte. Quis tirar uma foto ao lado, mas estava na hora de embarcar para Edimburgo. Fiquei triste como uma adolescente contrariada. Não abandonei minhas ilusões, pois quando as ilusões partem a gente continua existindo, mas pode ter deixado de viver...
Continua...

Carmen Netto Victória.

Mensagem N° 55795
De: Antônio Eustáquio Freitas Tolentino Data: 5/3/2010 22:57:26
Cidade: Montes Claros (MG)

Não pude deixar de me entristecer quando vi, aqui no Mural, as fotos da estação ferroviária de Pai Pedro, totalmente abandonada e tomada pelo mato. Lembrei-me da estação de Espinosa, minha terra natal, também abandonada. Espero que os administradores destas cidades empreendam esforços no sentido de recuperar e reformar esses espaços que significam muito para a história da população norte-mineira. Em anexo, envio fotos da estação ferroviária de Espinosa.
(N. da Redação: Nas fotos, a inauguração da estação e como está, hoje)

Mensagem N° 55791
De: Vanessa Data: 5/3/2010 21:39:15
Cidade: M. Claros
E-mail: mlcfaria@uai.com.br
Titulo da notícia: Chamava-se Keila, tinha 24 anos, 9 passagens pela polícia. Foi executada com 5 tiros, de madrugada, no território do "Feijão Semeado"
Infelizmente, o Feijão Semeado voltou ser cenário de crimes hediondos,causados pela disputa acirrada do tráfico de drogas. O antigo asilo, que já deveria ter sido demolido pela Prefeitura a anos, tornou-se "asilo de traficantes e viciados" que fazem dalí o seu ponto forte para a distribuição de drogas. E foi naquela imediações que nesta madrugada mataram Keila que foi enterrada agora a tarde. Deixa dois filhos menores para serem criados.

Mensagem N° 55790
De: Samuel Duarte Callado Data: 5/3/2010 21:36:11
Cidade: Gov. Celso Ramos/sc
E-mail: samucadc@terra.com.br
Titulo da notícia: Cidades de Santa Catarina decidem proibir o uso das "pulseiras do sexo"
Montes Claros precisava de um prefeito que nem Bellini, aqui não tem colher de chá. Tenho certeza que êle ia frear esta bagunça do triagulo do BARULHO.

Mensagem N° 55788
De: Dutra Data: 5/3/2010 20:35:11
Cidade: Montes Claros
Andei hoje pelo centro, demoradamente. Surpreendi-me ao encontrar algumas bicicletas de som - daquelas barulhentas - com um volume menor, civilizado. Será resultado de algum trabalho recente da Secretaria do Meio Ambiente? Espero que sim. Aguardemos a manifestação de pessoas em outros pontos da cidade, em especial na região do "triângulo da impunidade). (...) Se for, aplaudiremos.

Mensagem N° 55787
De: Alcimar Lellis Data: 5/3/2010 19:55:52
Cidade: JAIBA/MG  País: Brasil
E-mail: alcimarlelis@ig.com.br
A cidade de Jaiba está deste ontem 04/03 sem gasolina. Na cidade possui 04 postos de abastecimento e segundo os donos o problema e na central de abastescimento de Montes Claros.

Mensagem N° 55786
De: Prefeitura Data: 5/3/2010 17:37:01
Cidade: Montes Claros
(...) A Prefeitura de Montes Claros, por meio da (...) (MCTRANS) inicia nesta segunda-feira, 08, o cadastramento para emissão de Credencial para Estacionamento Especial para idosos e pessoas com algum tipo de deficiência. (...) “O benefício atinge pessoas com mais de sessenta anos de idade, ou que apresentem mobilidade reduzida temporária ou permanente. Neste caso, elas deverão agendar uma perícia com médico próprio da MCTRANS” (...).As vagas reservadas em áreas de estacionamento rotativo área azul, serão rotativas e obedecerão às mesmas regras de rotatividade e tempos de permanência, de acordo com a sinalização da via. O uso do talão de estacionamento também será obrigatório nessas vagas. Em áreas não reservadas, o tempo de permanência é liberado para idosos e deficientes, que devem colocar a credencial em local visível para fiscalização. (...)

Mensagem N° 55783
De: PM Data: 5/3/2010 15:25:46
Cidade: Montes Claros
(...) Sob comando do Capitão Hansen, Policiais Militares da 66ª Cia PM do 10º BPM prenderam em flagrante, por gerenciar a prática de jogo de azar na área central de Montes Claros, Marcelo Gomes Dias, de 25 anos. Marcelo Gomes foi abordado pela PM no “Bingo Estação”, por volta das 18h30 de ontem (04), pouco depois de abertas as portas da casa de jogos, que já funcionava normalmente. Os policiais qualificaram dezessete pessoas que trabalhavam no local e quarenta e uma pessoas (testemunhas) que jogavam e marcavam cartelas. Foram apreendidos R$173,95 em dinheiro; 16 cartelas (já marcadas); 87 bolas usadas para numeração dos jogos; canetas utilizadas para marcar cartelas; 4.000 mil cartelas novas; uma CPU (Central de Computador) Samsung (que controlava os jogos); e as três chaves do estabelecimento, que foi fechado e colocado à disposição da Justiça. Esta foi a oitava intervenção policial de combate à contravenção penal (prática de jogos de azar) que resultou no fechamento da mesma casa de bingo pela oitava vez. Não foi possível apreender todos os materiais que se encontravam no bingo, nem prender todas as pessoas qualificadas. (...)

Mensagem N° 55773
De: Estado de Minas Data: 5/3/2010 10:06:39
Cidade: Belo Horizonte/MG
Angústia e espera -Luiz Ribeiro - Quase uma semana depois do terremoto que castigou o Chile, diversas famílias brasileiras ainda vivem a angústia por causa de parentes que ficaram retidos no país, em decorrência do tremor que atingiu a região central. É o caso dos familiares do joalheiro Eder Belvedere e da mulher, Eleni Ferreira Sena, de Taiobeiras (Norte de Minas). No dia do tremor – madrugada de sábado – o casal estava no Chile a passeio. Acabou enfrentando todas as consequências do abalo e continua lá até hoje, sem poder voltar para casa. Na noite do terremoto, Eder e Eleni estavam na cidade de Puerto Mont, que fica a cerca de 300 quilômetros de Concepción, onde ocorreu o epicentro e uma das cidades mais atingidas pela tragédia. Segundo a gerente administrativa Elci Ferreira Sena (que mora em Montes Claros), irmã de Eleni, o casal do Norte de Minas ficou retido em Puerto Mont porque a estrada que a cidade a Concepción e á capital ficou intransitável. "O asfalto rachou".
Durante três dias, os parentes de Eder e Eleni ficaram sem ter noticias sobre eles. O casal só veio conseguir contato com a família domingo à tarde. "A minha irmã disse que na hora do terremoto, sentiu como se mundo estivesse acabando, cenas de terror mesmo. Ela entrou em desespero e foi amparada pelo marido", relatou Elci.Ainda segundo a gerente administrativa, o casal mineiro se viu obrigado a dormir ao relento nas primeira horas depois do terremoto, com medo de novos tremores. Depois, foi abrigado num hotel – um prédio de três pavimentos. Mas continuou o receito de novos abalos. Puerto Mont ficou sem comunicação. Eder e Eleni somente conseguiram contato com a família de um telefone público improvisado, onde centenas de turistas fizeram filas. A cidade também ficou sem energia e começou a faltar comida. "A nossa esperança é que eles conseguiram chegar em Concepcioón e embarcar num avião de volta para o Brasil", disse Elci.

Mensagem N° 55769
De: carlos sebastiao Data: 5/3/2010 09:50:53
Cidade: montes claros /MG
E-mail: carlossebastiaoferreira@hotmail.com.br
Titulo da notícia: Colisão entre carretas provoca incêndio e interdita BR-251, perto de M. Claros - Comentário: passei no local as 20 hs e parte de uma das carretas ainda pegava fogo. naquele ponto da br tem acontecido muitos acidentes graves. as autoridades precisam reestudar/modificar a pista.

Mensagem N° 55762
De: Hoje em Dia Data: 5/3/2010 09:17:01
Cidade: Belo Horizonte
Mulher de Marcos diz que o perdoa - Renata Galdino - “Também perdi a minha família. A dor que sinto é tão grande quanto a que as famílias dessas mulheres estão sentindo”. Este foi o desabafo feito ao HOJE EM DIA pela vendedora e manicure Rose Paula Teixeira Câmara, 27 anos, mulher do pintor Marcos Antunes Trigueiro, 31 anos, acusado de ser o “Maníaco do Industrial”, ao falar sobre o envolvimento do marido em pelo menos cinco homicídios de mulheres na Região Metropolitana de BH. Ainda usando a aliança de casamento, Rose afirma que vai pedir o divórcio a Marcos, com quem tem uma filha de um ano e oito meses, mas ainda não sabe quando. Os dois se conheceram em outubro de 2005 e três anos depois, quando ele saiu da prisão ao cumprir pena por furto, se casaram. A filha deles nasceu no mesmo dia em que foram morar juntos. “Assistiu o parto, segurou a minha mão. Ele é um marido e um pai amoroso”, afirma. A esperança, segundo Rose, era de que Marcos tivesse se arrependido e mudado de vida. A vendedora garante que não sabia dos crimes atribuídos ao pintor. Porém, quando a estudante de Direito Natália Cristina de Almeida Paiva, 27 anos, desapareceu em outubro do ano passado, chegou a perguntar ao marido se ele teria algo a ver com o caso. “Negou, falou que eu estava ficando louca. Mas senti alguma coisa me incomodando. Não sei explicar isso”, diz. Agora, ela planeja voltar a trabalhar, estudar e se formar em Direito. “Queria ser jornalista, mas vou chegar a ser é delegada de polícia”, planeja.
Como você e Marcos se conheceram? Tinha acabado de descer do ônibus, chegando do serviço, indo para a casa da minha mãe. Chovia e ele me ofereceu carona no guarda-chuva (risos). Depois, me convidou para ir ao cinema. Não rolou nada de cara. Estava grávida de dois meses, de um cara que me abandonou, disse que o filho não era dele. Estava passando por momentos tão difíceis, e ele me encantou por ser legal, romântico. Uma vez, ele disse que iria me dar um presente, e uma colega minha disse para ele que teria que me dar um berço, pois eu estava grávida. Ele disse que não tinha problema, que assumia meu filho. Marquinhos (Marcos Trigueiro) registrou meu filho no nome dele.
E como é o Marcos? Romântico, carinhoso, muito presente em minha vida, me elogiava, não gostava que eu andasse desarrumada. Me ajudava muito a fazer as coisas dentro de casa, até comida fazia. Às vezes, chegava em casa e ele tinha lavado a roupa. Ficava nervosa com ele, dizia que não precisava lavar porque ele não sabia. É uma pessoa fechada, mas minha família gostava dele. Gosta de assistir filmes de terror. Eu era muito ciumenta, porque muitas mulheres ficavam de cima dele. Chegamos a brigar algumas vezes, e eu até avançava nele. Ele nunca encostou a mão em mim e me dizia para não bater na cara dele. Ao contrário do que as pessoas falaram, Marcos não era evangélico. De novembro para cá, ele mudou muito. Ficava mais em casa, pediu para orar com ele, assistia programas evangélicos. Passamos um Natal tranquilo, o Reveillon na igreja. Ele ia na igreja quando eu pedia.
Como o Marcos se comportava quando lia, via ou ouvia alguma coisa na imprensa sobre as mortes dessas mulheres? Ele sempre ficou normal, nunca deu alguma pista para que desconfiasse dele. Por fim, já não estava mais assistindo jornal e dizia que queria assistir programa evangélico. Quando ele colocava nesses programas, eu virava de lado, fingia que estava dormindo. Se ele voltava para o jornal, me virava para ver. Ele até brincava: “É, você gosta é de jornal, né?”. Quando não dava para ver, eu comprava o jornal na rua para saber desses casos. Acompanhei essa menina Natália, quando a ossada dela foi encontrada. Nunca pensei que ele tivesse matado ela.
E você, como lidava com essas informações, sem saber que o Marcos estava envolvido? Fazia unha e as clientes comentando sobre o maníaco. Imaginavam um cara feio, e eu nunca pensei que meu marido, um homem bonito, estivesse envolvido nisso. Mesmo ele tendo confessado, ter provas contra ele, DNA, às vezes meu consciente não acredita que ele fez isso. A dor é muito forte. Como uma pessoa que me tratava tão bem pode ter feito tão mal a essas mulheres? É isso que quero que ele responda. Por que fez isso? Sonho à noite com as famílias dessas mulheres. Também perdi a minha família.
Você sabia como o Marcos conseguiu os celulares das vítimas? Ele dizia que tinha recebido como parte de pagamento de serviço feito por ele com pintor. Mas não era nas datas dos crimes, era um tempo depois. Vendi dois por sugestão dele mesmo, para conseguirmos um dinheiro. Não desconfiei de nada. Os celulares estavam sem números na memória, sem nome, nem nada, sem mensagens, totalmente limpo.
Marcos realmente tentou se matar na cadeia? Fiquei sabendo pelo advogado que falou que ele também tinha ficado sabendo disso, antes de sair a reportagem no jornal. Pedi a ele que perguntasse ao Marquinhos se isso era verdade, mas ele ficou calado, em silêncio, não respondeu a pergunta. No dia em que o delegado fez a acareação com ele (antes dela sair da prisão, na última segunda-feira), vi ele de uma forma que nunca tinha visto, maltratado, muito sujo, triste. Ele chorou, me pediu perdão. Pedi a ele que não fizesse nada de errado.
Vai visitar o Marcos na prisão?(Silêncio) Ainda não estou com a cabeça boa, estou magoada. Não quero vê-lo, mas também não vou me opor se algum parente quiser levar meus filhos para vê-lo.
Você ainda o ama? O amor não acaba de uma hora para outra, mas não sei se vai dar para ficarmos juntos. Estou magoada. A minha cabeça não está boa mesmo. Sei que ele me ama do jeito dele. Se não me amasse, eu não estaria aqui, estaria morta. Se ele fez o que fez, poderia ter feito comigo também. Depois de ser preso, pediu ao advogado que se preocupasse comigo.
Você tem recebido o apoio da sua família? De todos. Até pessoas conhecidas minhas têm me apoiado. Outro dia um cara que arrumou um emprego uma vez para mim me deu R$ 50, mesmo eu dizendo que não estava precisando. Me perguntam se preciso de alguma coisa, de dinheiro. Uma prima, pra me ajudar, pediu que fizesse a unha dela. Cobrei R$ 10, é um dinheiro honesto que ajuda a comprar leite, fraldas.
Tem medo de alguma coisa? Tenho medo de que, com toda essa repercussão, perca minha mãe. Ela tem pressão alta e teve que ir para o hospital no dia em que fui presa. Já não tenho pai e, se ela morrer, aí vou perder de vez meu chão. Minha mãe e meus irmãos não têm nada a ver com isso. Mas estão (a opinião pública) julgando a gente.
E como estão seus filhos? (Chora) A minha filha chora e chama pelo pai o tempo todo. Minha mãe escondeu os jornais, mas ela viu uma foto dele no jornal e começou a falar “Papai, papai”. Ele é louco pelos meus filhos. Vivemos momentos muito felizes juntos.
Você perdoa o Marcos?(Pausa) Olha, se eu não perdoar o inimigo, Deus nunca vai me perdoar.

Mensagem N° 55760
De: Gerência Regional de Saúde Data: 5/3/2010 09:04:51
Cidade: Montes Claros-MG
Vacinação contra Influenza A começa segunda-feira - Nesta segunda-feira, 08/03, começa a campanha de vacinação contra a Influenza A H1N1. A campanha será realizada em cinco etapas e tem como objetivo diminuir o adoecimento e a mortalidade associados à doença.
Nesta sexta-feira, a Gerência Regional de Saúde de Montes Claros (GRS-MOC) promove um intenso treinamento para profissionais que vão trabalhar na campanha. O treinamento acontece na Imunização (Rua Carlos Ferrante, 435, bairro Edgar Pereira).
Nos 53 municípios sob jurisdição da GRS-MOC a expectativa é vacinar uma população de 344.127 pessoas, sendo 20.477 crianças menores de 2 anos; 201.719 adultos entre 20 e 29 anos; 19.105 gestantes; 10.561 trabalhadores da saúde; 70.911 portadores de doenças crônicas e 21.354 idosos.
Cada etapa da vacinação, que acontece entre 8 de março e 21 de maio, terá um grupo prioritário pré-estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de forma que as pessoas sob mais risco tenham a saúde garantida, minando os focos de transmissão do vírus.
Receberão a dose da vacina, trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia, indígenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida, crianças de seis meses a dois anos e adultos de 20 a 39 anos. As cinco etapas da vacinação terminam antes do início do inverno no país, quando é registrado o maior número de casos de gripe.
Etapas - A primeira fase da vacinação, de 8 a 19 de março, imunizará os trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia e a população indígena.
A segunda etapa, entre 22 de março e 2 de abril, abrangerá grávidas em qualquer período de gestação, pessoas com problemas crônicos (exceto idosos, que serão chamados posteriormente) e crianças de seis meses a dois anos. As crianças de 6 meses a 2 anos devem receber meia dose da vacina e, depois de 21 dias, poderão tomar a outra meia dose.
Adultos de 20 a 29 anos são o público-alvo da terceira fase, que vai de 5 a 23 de abril. A quarta etapa, de 24 de abril a 7 de maio, coincide com a campanha anual de vacinação contra a gripe comum. Nesse período, os idosos serão imunizados para a influenza sazonal, como todos os anos. Se tiverem doenças crônicas, receberão também a vacina contra a gripe pandêmica. A estratégia foi elaborada de forma que a população dessa faixa etária se dirija aos locais de vacinação apenas uma vez. Estarão disponíveis 22,3 milhões de doses de vacina contra gripe comum para imunizar 19 milhões de idosos.
A quinta e última etapa acontece no período de 10 a 21 de maio e contempla adultos de ambos os sexos, e entre de 30 a 39 anos.
Se houver alterações na situação epidemiológica e disponibilidade da vacina, outros grupos poderão ser vacinados numa quinta etapa da estratégia de imunização.

Mensagem N° 55759
De: Motta Data: 5/3/2010 09:01:57
Cidade: Montes Claros
Enquanto em BH a prefeitura deve aprovar uma lei que restringe a cosntrução de prédios altos e vai cobrar 33 mil reais por vaga de garagem na área central para aprovar projeto, evitando o adensamento populacional, aqui em Montes Claros, a Prefeitura acaba de aprovar uma lei que incentiva a construção de espigões, dá anistia para construção irregular e autoriza mudar essa lei por decreto. Realmente, estamos andando para tráz.

Mensagem N° 55755
De: Melo Data: 5/3/2010 07:07:33
Cidade: Montes Claros
E-mail: fergiv@ig.com.br
Com relação aos carrinhos de frutas que circulam pela cidade, observei uma loja na rua que passa atrás da Atcmc de onde partem estes carrinhos. Não se trata de produtores tentando vender seus produtos. São grandes empresas que não respeitam direitos trabalhistas e que provocam desequilíbrio no comércio da cidade. Sem contar as péssimas condições de armazenamento das frutas.

Mensagem N° 55754
De: Eduardo Boca Preta Data: 5/3/2010 05:44:49
Cidade: Bocaiúva
E-mail: bocapret@hotmail.com
Lamento informar aos desportistas norte mineiro o falecimento de uns dos maiores zaqueiros dos anos 80 no norte de minas:Afonso de Joaquim Felicio, com varias passagens por grandes equipes (Ateneu,Cassimiro,ADJ)Seu corpo será sepultado hoje em sua terra natal Joaquim felicio.Mais um craque prematuramente que vai para o andar de cima.Que deus lhe dê o descanso eterno.

Mensagem N° 55753
De: José Ponciano Neto Data: 5/3/2010 02:56:55
Cidade: Montes Claros-MG  País: Brasil

Caros observadores da degradação da estação de Bocaiúva; não culpo só o prefeito de Bocaiúva, sempre que vejo outras estações das cidades que um dia tiveram a felicidade de usufruir o transporte ferroviário, fico triste.
Ainda hoje estive passando por onde considero que o trem da RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima), transitou e os passageiros tiveram o prazer de ver lugares de extrema beleza. Estou falando de Santo Hipólito; Monjolos; Rodeador; Conselheiro Mata; Barão de Guaicuy e finalmente a bela Diamantina.
Nestes lugares vejo estações abandonadas, reformadas e/ou utilizadas para abrigarem órgãos da Prefeitura local; mas, o que não conformo; como já referir em outras mensagens. - Como os tecnocratas da Rede desativaram uma estrada daquela? Uma verdadeira estrada Real. Hoje, estão lá, depois de muitos anos, com poucas alternativas de transportes e sem asfalto. É ir lá para acreditar.
A estrada de ferro Corinto/ Diamantina teria tudo, ou mais, para ser explorada pelo turismo como a de Tiradentes/ São João Del Rey, mas, infelizmente...
Mais, para fazer doer o coração, é saber o que FCA- Ferrovia Centro Atlântica está fazendo com todas as estações, são patrimônios públicos e ela está derrubando, descaracterizando e deixando o vandalismo tomar conta.
A estação da cidade de Pai Pedro (foto) parece que foi metralhada; olha pessoal, é muito triste, o que se ver lá, podemos dizer: – é muita sacanagem. E não foi só a estação que acabou em Pai Pedro, foi também parte da economia, os produtos produzidos lá, como: requeijão, queijo, biscoito e hortigranjeiros que eram vendidos na parada do trem e também em Montes Claros e Janaúba, não podem mais serem comercializados, o escoamento ficou muito caro com os outros tipos de transportes e tornaram inviáveis.
Para finalizar, quando tem um prefeito com a intenção de reformar uma estação; “dizem”, que a FCA coloca tanto empecilho, é tanta burocracia, que muitos desanimam.
Em quase todos os países do mundo, a estrada de ferro é a melhor e a mais barata via de transporte, já aqui é esta covardia.
Falta mobilização.

Mensagem N° 55751
De: Fagundes Data: 4/3/2010 21:56:36
Cidade: Moc/MG  País: Brasil
O time de vôlei Montes Claros/FUNADEM acaba de derrotar o time de Volta Redonda por 3X2

Mensagem N° 55750
De: Tereza Data: 4/3/2010 21:21:58
Cidade: Moc
Esta notícia não foi divulgada: dois assaltantes entraram num barzinho da região do bairro Santo Expedito, mandaram todos se deitarem e levaram celulares e o anel de uma cliente. Aconteceu no fim da noite de ontem.

Mensagem N° 55745
De: PM Data: 4/3/2010 17:06:38
Cidade: Montes Claros
(...) O Comandante da 11ª Região da Polícia Militar, Coronel Franklin de Paula Silveira, convida a comunidade e a imprensa norte-mineira para a Solenidade de Instalação do 50º BPM em Montes Claros. Evento que acontecerá às 16h00 de sexta-feira (05), na Avenida Major Alexandre Rodrigues, 243, no Bairro Ibituruna, em Montes Claros(...) Operacionalmente, a cidade de Montes Claros ficará sob responsabilidade de dois batalhões, o 10º BPM e o 50º BPM, dois pólos de Segurança Pública. O desenvolvimento urbano de Montes Claros, que já possui uma população de aproximadamente 420.000 habitantes, e uma grande população flutuante, levou o Comando da PM a implantar a nova Unidade Operacional na cidade. Parte do que era a área do 10º Batalhão de Polícia Militar fica agora sob coordenação do 50º BPM. Tanto o 10º BPM, quanto o 50º BPM poderão agora controlar suas atividades de Polícia, na prevenção e na repressão qualificada, com muito mais eficiência. O 50º BPM ficará responsável pelo policiamento das cidades de Botumirim, Capitão Enéas, Cristália, Francisco Sá, Grão Mogol, e Josenópolis; e de oitenta e quatro bairros e trinta e um distritos de Montes Claros (Relação de bairros/distritos abaixo). A nova unidade atenderá uma população aproximadamente 200.000 habitantes. O Tenente-Coronel Jorge Bonifácio de Oliveira foi o Oficial designado pelo Comando Geral da PM para comandar o 50º BPM. Natural de Contagem/MG, o Tenente-Coronel Jorge Bonifácio ingressou na Corporação no dia 1º de agosto de 1983 e conclui o Curso de Formação de Oficiais (CFO) em outubro de 1988, sendo designado para servir em Montes Claros, onde estabeleceu vínculos e presta serviços ao Norte de Minas há mais de 20 anos. Conhecedor de toda a região, o Tenente-Coronel Jorge Bonifácio tem vasta experiência na atividade operacional, principalmente na cidade de Montes Claros. O 50º BPM funcionará ao lado do prédio da 11ª Região Integrada de Segurança Pública (11ª RISP), na Avenida Major Alexandre Rodrigues, 243, no Bairro Ibituruna em Montes Claros. Fone: (38) 3201 0280. (...) ****
RELAÇÃO DOS BAIRROS DE MONTES CLAROS RESPONSABILIDADE DO 50º BPM: Major Prates, Augusta Mota, Morada do Sol, Morada da Serra, Morada do Parque, Condomínio Novo Serrano, Jardim São Geraldo I, São Geraldo, Vargem Grande II, Canelas II, São Geraldo II. Maracanã, Ciro dos Anjos, Conjunto Joaquim Costa, Conjunto Vargem Grande, Vila Greice, Vila Campos, Dona Gregória, Chiquinho Guimarães, Mangues, José Correia Machado, Alterosa, Nossa Senhora das Graças, Itatiaia, Cristo Rei, Santo Inácio, Santa Rafaela, Santo Amaro, Conjunto Habitacional Olga Benário. Ibituruna, Residencial Monte Verde, Jardim Liberdade, Residencial Itatiaia, Vila Mauricéia, Jardim Panorama I, Jardim Panorama II, Vila Oliveira, Todos os Santos. Renascença, Floresta, Santa Cecília, Tancredo Neves, Alice Maia, Raul José Pereira, Alcides Rabelo, Vila Regina, Vila Tiradentes, Vila João Gordo II. JK, Universitário, Raul Lourenço, Planalto, Village do Lago I, Village do Lago II, Clarice Ataíde Vieira, Novo Horizonte, Jaraguá I, Jaraguá II, São Lucas, Nova América, Chácara das Paineiras, Recanto dos Araçás. Santos Reis, Bela Passagem, Bela Vista, Vila Atlântida, Barcelona Park, Todos os Santos Prolongamento, Vila Brasília, Vila Antônio Narciso, Nossa Senhora Aparecida, Edgar Pereira, Jardim Brasil, Condomínio Pai João. Distrito Industrial, Amazonas, Vila Áurea, Santa Eugênia, Nova Morada, Vila Alice, Jardim Eldorado, Vila Castelo Branco, Cidade Industrial. Nova Esperança.
ZONA RURAL: Saída para Januária (Pau d’óleo, Miralta, Vila Nova de Minas, Cabeceiras, Ermidinha, Tiririca, Aparecida do Mundo Novo, Panorâmica (Vista Alegre), Lavaginha, Vaca Morta). Saída Estrada da Produção (Canoas, Sanharó, Distrito de Poço Novo, Samambaia, São Pedro das Garças, Campos Elízios). Saída para Belo Horizonte (Lado direito): (Gameleiras, Barrocão e Riachinho). Saída para Pirapora: (São João da Vereda, Santa Bárbara, Mato Seco, Pradinho, Morro Vermelho, Santa Maria, Canto do Engenho, Pederneiras, Lagoa dos Freitas, Toledo).
****
RELAÇÃO DOS BAIRROS DE MONTES CLAROS RESPONSABILIDADE DO 10º BPM: Centro, São José, Vila Marciano Simões, Vila dos Sargentos, Roxo Verde, São João, Vila João Gordo I, Conferência Cristo Rei, Jardim São Luiz, Funcionários, Cândida Câmara, Sagrada Família, Cidade Nova, Santo Expedito, Vila Guilhermina, São Judas Tadeu I, Vila Antônio Canela, Canelas I, Melo, Cidade Santa Maria, Esplanada, Vila Tupã, Vila Ipiranga, Vera Cruz, Lourdes, Monte Alegre, Centro Atacadista Regina Peres, Monte Carmelo, Carmelo, Santa Lúcia I, Santa Lúcia II, Veneza Park, Vila Fênix, Vila Camilo Prates, Parque Pampulha, Morrinhos, João Botelho, Vila Luiza, Sumaré, Dr Antônio Pimenta, Francisco Peres, Clarindo Lopes, Santa Rita I, Santa Rita II, São Judas Tadeu II, Dr João Alves, José Carlos Valle de Lima, Maria Cândida, Vila Telma, Jardim Alvorada, Nossa Senhora de Fátima, Cintra, Delfino Magalhães, Jardim Palmeiras, Novo Delfino, Vila Anália, Santo Antônio I, Santo Antônio II, Jardim Olímpico, Alto Da Boa Vista, Vila Sion I, Vila Sion II, Jardim Europa I, Independência, Acácias, Interlagos, Santa Laura, Jaraguá (Aeroporto), Guarujá, Jardim Alegre (Facela), Jardim Primavera, Recanto dos Araçás, Vila Real
ZONA RURAL: Saída P/ Juramento: (Distrito De Matias, Ponta do Morro, Mimoso, Pau D’Óleo, Mandacaru); Saída P/ Belo Horizonte Lado Esquerdo da Rodovia: (Antônio Olinto, Lagoinha, Planalto Rural)
10º BPM: Sede: Av. Deputado Plínio Ribeiro, 2810. Cintra Montes Claros/MG. CEP 39.402-194. Fone: (38) 3201 0300. E-mail: 10bpm-p5@pmmg.mg.gov.br
ÁREA DE ATUAÇÃO DO 10º BPM: 17 MUNICÍPIOS DO NORTE DE MINAS: Bocaiúva, Claro dos Poções, Coração de Jesus, Engenheiro Navarro, Francisco Dumont, Glaucilândia, Guaraciama, Ibiaí, Itacambira, Juramento, Lagoa dos Patos, Mirabela, Olhos d`Água, Patis, São João da Lagoa, São João do Pacuí e Montes Claros.

Mensagem N° 55742
De: Prefeitura Data: 4/3/2010 16:03:14
Cidade: Montes Claros
Prefeitura de Montes Claros lança edital com 820 vagas para área administrativa - A Prefeitura de Montes Claros oferece 820 vagas para cargos efetivos da Secretaria de Administração. O concurso será executado pela Comissão Técnica de Concursos (Cotec), da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). As inscrições poderão ser feitas pelo site www.cotec.unimontes.br, entre os dias, 2 e 31 de maio. Os cartões não serão enviados pelos correios, o candidato deverá observar no site da Cotec a partir do dia 12 de julho, para conferir o local e horário das provas. Os vencimentos variam entre R$555,50 e R$1.428,45 de acordo com o cargo, e valor da inscrição de R$30,00 a R$70,00. Poderão pedir isenção de taxa de inscrição apenas doadores de sangue que comprovem pelo menos três doações nos últimos doze meses. As provas serão aplicadas no dia 18 de julho, para cargos de ensino fundamental serão realizadas em três horas e as de nível superior em três horas e trinta minutos. O horário e o local de realização constarão no cartão de inscrição do candidato. O Edital que regulamenta o concurso, bem como seus anexos está disponível no site www.montesclaros.mg.gov.br, da Prefeitura de Montes Claros.

Mensagem N° 55741
De: Ana Maria Data: 4/3/2010 15:51:30
Cidade: Montes Claros  País: Brasil
E-mail: lady_maria@bol.com.br
Chove muito agora ás 15:52hs em Montes Claros como não choveu dia nenhum em 2010.

Mensagem N° 55739
De: Augusto Vieira Data: 4/3/2010 14:44:42
Cidade: Belo Horizonte
Este nosso Mural, como diria “tio” Gentil de Queiroz, é “bom dimuais” ou, ainda, como diria Henrique Chaves, é “antiespasmódico, diurético e dietético” e “cheio de ausência de gente ruim”. Ontem entristeceu-me com a notícia da viagem de minha querida prima Sônia. Hoje alegra-me a alma. Fui às lágrimas, após a leitura da crônica sobre o Diário de Judith Malina. Senti-me integrado à História, ainda estudante da “Casa de Afonso Pena”, a lutar contra a ditadura, ao lado de meu colega de turma e amigo maior, Zé Carlos da Mata Machado, que também, nas nossas férias escolares e nas campanhas políticas do velho Edgar, seu pai, assinava ponto na Sapataria de “Tião Boi”. Depois leio Alberto Sena, narrando como se deu seu ingresso nas hostes do “Mais Lido” e retratando costumes e fatos de uma época em que éramos felizes e não sabíamos. Os mestres Oswaldo Antunes e Waldyr Senna foram corifeus de uma das mais importantes Escolas do jornalismo brasileiro. Sempre me flagro a contar isso a meus amigos daqui, citando nomes de vários jovens que ali iniciaram suas carreiras, hoje consagrados homens de imprensa. Finalmente li a talentosa Yara Tribuzzi, narrando os preparativos de seu casamento e homenageando a memória da inesquecível Felicidade Tupynambá. Meu pai Nonô era muito amigo do pai de Yara (Lúcio Ramos) e do noivo, Ernane, motivo pelo qual, jovem, estive presente à festa de seu casamento. Yara foi uma das mais lindas noivas que meus olhos já viram.
Hoje é dia de encontro da turma de Roberto Elísio, no “La Greppia”. Fico aqui em Belô, que me adotou como filho, morrendo de saudade de minha aldeia, vivendo nela sem estar presente a ela. Contarei tudo isso, tim-tim por tim-tim, na maior empáfia, a Roberto e a Zé Bento, fanáticos luzienses, e a Fausto, orgulhoso diamantinese, só para arrematar, dizendo que nós, os moquenhos, também temos as mais lindas histórias pra contar. Já comecei a preparar meu sertanejo discurso noturno. Eles não perderão nada por esperar...

Mensagem N° 55737
De: jefferson sousa Data: 4/3/2010 14:07:40
Cidade: montes claros  País: brasil
E-mail: jeffersongoncalvesdesousa@yahoo.com.br
esta mensagem de numero 55496 enviada pela secretaria de meio amiente é maior (...),vc liga pra este numero e eles te enrolam ate vc perder a paciencia e deixar pra lá, são uns verdadeiros (...)

Mensagem N° 55736
De: Murilo de Oliveira Data: 4/3/2010 14:00:02
Cidade: MONTES CLAROS  País: Brasil
Prezado Mário Lúcio (Mens. 55712), estive em Bocaiúva nesse final de semana e visitei os restos mortais da Estação Ferroviária. Que cenário triste, desolador, parecendo o local uma cidade fantasma. Perdemos nos anos 80 a nossa querida Igreja do Senhor do BonFim; não existe nenhum marco histórico na cidade ou na localidade de Extrema que nos lembra a Eclipse Solar de 1947, a não ser uma velha Caixa Dágua no Campo de Pouso da cidade, berço dos B-17 Fortaleza Voadora naquela época. Até quando nós Bocaiuvenses teremos que lamentar o nosso passado histórico perdido?

Mensagem N° 55731
De: JOSÉ DE ABREU Data: 4/3/2010 13:25:29
Cidade: NOVA LIMA
Conheço de vista, nao tenho amizade, apesar de ter frequentado sua casa na Rua Correa Machado, em Montes Claros, estudando com seu irmão mais novo, passo por ele nas ruas de Belo Horizonte e nem um cumprimento. Agora, suas recentes particiações no Mural, tornará esse espaço democrático muito mais importante, pois trata-se sem sombra de dúvidas de um dos maiores jornalistas do Pais. Vai se juntar a monstros sagrados como Paulo Narciso, José Prates,Flávio Pinto,Augustão "Bala", Luiz Ribeiro (ex foca que frequentava o Café de Zim Bolão), Valdir Senna, Carmem Neto e muitos outros.

Mensagem N° 55727
De: Claudia Data: 4/3/2010 12:18:25
Cidade: Espinosa
Em Espinosa,também choveu...chuva fina,tempo nublado...esperamos que ela fique por mais tempo,assim mansa como está, é uma bênção.A necessidade é muita.

Mensagem N° 55726
De: Eugenio Data: 4/3/2010 12:05:13
Cidade: Montes Claros
O único jeito de combater as batucadas, usinas de som nos carros, bicicletas de som, carros de propaganda e os “bares da impunidade” é entrar na justiça, começando com um boletim de ocorrência. Chame a Policia, registre um BO. Não devemos ter medo de quem está infringindo as leis. Vamos ver quantos boletins de ocorrência e quantos processos na justiça os malfeitores agüentarão. Um destes bares que funciona até hoje como restaurante, (com novo proprietário) na Rua Raul Correia é proibido de ter qualquer tipo de som, isto foi conseguido pela atitude corajosa dos vizinhos que registraram vários boletins de ocorrência, diante disto a justiça proibiu terminantemente qualquer atividade sonora naquele local, sob pena de fechamento definitivo do estabelecimento ou “cana”. Vocês não imaginam o quanto o estabelecimento ficou mais tranqüilo e agradável sem barulho. As reclamações não estão adiantando em nada, até porque a secretaria do 1/2 ambiente é inoperante, mas a justiça e a Policia Militar não. Duvido se diante de tantos boletins de ocorrência não farão com que a justiça obrigue os infratores a se adequarem às leis.

Mensagem N° 55723
De: Gilberto Data: 4/3/2010 11:43:14
Cidade: Jaíba
De quinta-feira a ontem, choveu 144 milímetros na região em torno da cidade do Jaíba. A chuva está geral

Mensagem N° 55722
De: Raquel Data: 4/3/2010 11:34:55
Cidade: Montes Claros
Vai ser hoje às 19h, na capela do Colégio Imaculada, a missa de Sétimo Dia da matriarca da família Athayde, dona Alyria Prates. Ela viveu 106 anos e em torno de si, modesta e boa,viu crescer uma legenda de grande alma. Muito provavelmente é a pessoa mais longeva da história recente de Montes Claros. Há cerca de 60 dias, viu partir precocemente o seu neto, o líder ruralista Fernando Athayde. Deixa filhas, noras, genro, netos e bisnetos. Nasceu em 1904.

Mensagem N° 55719
De: Globo Rural Data: 4/3/2010 11:22:40
Cidade: Rio de Janeiro
Na quarta-feira, a chuva se concentrou na que vai do litoral do Rio de Janeiro ao Amazonas. Os maiores volumes foram registrados em Minas Gerais. No município de Conceição do Mato Dentro o acumulado passou dos 88 milímetros, em Araçuai, foram 71; e em Sete Lagoas, ficou em 60. O tempo seco predominou no Nordeste e na área que vai de Mato Grosso do Sul ao Rio Grande do Sul.Nesta quinta-feira, a alta concentração de umidade mantém o risco de chuva forte do Sudeste até a Amazônia. E volta a chover no sul do país, por causa de áreas de instabilidade que vêm do Uruguai e do Paraguai. (...) Já para o norte do Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-norte de Minas Gerais têm risco de chuva forte. (...) Chove nas outras áreas do Nordeste, principalmente na Bahia. Tempo instável e chuvoso no Norte do país.Na sexta-feira pode chover em quase todo o país. Os maiores volumes devem se concentrar no norte de Minas, na Bahia, em Mato Grosso e no Amazonas.Até terça-feira o volume de chuva deve passar dos 110 milímetros no leste do país entre o Rio Grande do Sul e o Espírito Santo. A mesma quantidade está prevista para parte de Minas Gerais, de Goiás, de Mato Grosso e do Tocantins. O índice também chega aos 110 milímetros no norte do Pará e na divisa do Maranhão com o Piauí. O acumulado pode atingir os 90 milímetros no leste do Amazonas e também em boa parte da Bahia.(...)

Mensagem N° 55717
De: Paulo Narciso Data: 4/3/2010 10:24:02
Cidade: Montes Claros
Na noite em que deveriam partir

Paulo Narciso *


No dia 4 de setembro de 1971, Judith Malina, teatróloga e militante anarquista, hoje com 81 anos, residente em Nova Iorque, escreveu no Diário que recolhe os acontecimentos de sua vida desde os 20:

“- 7h30m: Apertem os cintos. (...) Nossos passaportes nos foram devolvidos com um carimbo preto enorme – EXPULSO

- Ah, Brasil não foi em vão que te amei”

Publicado com exclusividade mundial pelo jornal “Estado de Minas”, em julho e agosto daquele ano, o jornal assim apresentou o Diário, cuja exibição parcial fez rilhar os dentes da censura no auge do regime ditatorial:

“Como peça literária, lembra a melhor corrente dos escritores americanos, uma literatura sem ênfase, contando o que pretende contar, sem apelação, nem efeito demagógico. Um relato, entre Hemingway e Malamud, a nostalgia de uma situação perdida, a realidade de sua situação vivida”.

Trinta e sete anos nos separam daqueles dias de abertura do Festival de Inverno de Ouro Preto.

Relembrá-los, ir de regresso, é doloroso exercício.

Primeiro, porque a leitura deste livro, que catapulta para a história páginas de jornal que serviram de trincheira à resistência, traz de volta amargas lembranças.

Dos dias do medo, ensombrecidos pelo estado policial instaurado para fazer valer a vontade e concepção única das coisas, e da vida. A tirania.

Doído recuo, de quatro décadas, nos faz aceitar que vencida a noite da ditadura, a última, não foi muito o que conseguimos avançar em conquistas libertárias. Caminhamos, mas ainda pouco.

Sonhávamos na juventude com o Brasil do futuro, que vimos à nossa frente, ao alcance das mãos. Mas o Brasil do futuro não chegou, não chega, parece que não chegará; insiste em escapar de nós.

Medonhos dias e noites aqueles, escuros.

No entanto, o ai que vazasse das prisões, e vazava apesar da repressão e da censura, o ai podia ser recolhido e multiplicado como tambores dispersos de uma floresta.

O gemido passava pela porta dos cárceres, vinha dos subterrâneos e dos porões, e era recolhido, e era ouvido; e uma rede de compaixão se estendia, acima das ideologias.

Hoje, que não há restrições nominais à liberdade, que o clamor é permitido e estimulado, já não há – paradoxo - quem nos ouça com conseqüência.

O insidioso rebuço do estado paira sobre a nação.

A inversão que desembarcou com as Caravelas em cinco séculos mudou de nome e de nuanças, mas prossegue sob variado disfarce.

O estado escancha sobre a nação, sufoca-a; dela servindo-se, quando servir é o seu fundamento.

No tempo em que a liberdade entre nós foi proscrita, o choro do embate, do revés, o da luta mesmo em desvario, era percebido, transpunha o manto do silêncio.

Hoje, quando falar é livre, não há quem nos ouça.

O estado fixa-se, rearruma-se novamente acima da nação, incontrastável, confirmando o dito do Império de que nada mais se assemelha a um conservador do que um liberal no governo.



Mas, é do Diário de Judith Malina que devemos nos ocupar aqui. Voltemos a ele.

Era jovem repórter. Tinha 20 anos. Havia acabado de chegar da natal Montes Claros, já com cinco anos de reportagem. Era grande a fila de estudantes de jornalismo para serem contratados. Fui encaminhado à cobertura policial em tempo recorde.

Ninguém menos do que o genial escritor Wander Piroli era o nosso editor. O mais premiado entre os repórteres de Minas de todos os tempos sentava-se ao lado, ensinava, com o eterno cigarro fumegando nos lábios. Chamava-se Fialho Pacheco.

A Editoria de Polícia, historicamente destinada a ser a mais acocorada do jornal, pela genialidade do seu editor, pela inquietação dos seus liderados, invertia as posições, a ponto de atrair a atenção e certo pasmo das demais.

Foi ao anoitecer que chegou a notícia.

Os membros do Living Theatre haviam sido presos em Ouro Preto. Ângelo Oswaldo, hoje curiosamente prefeito da outrora Vila Rica, era colega da Editoria Política e veio pressuroso – lembro-me bem – advertir de que aquela prisão transpunha o ambiente policial.

Julien Beck e sua mulher Judith Malina e toda a troupe internacional reconhecida como o grupo de teatro de vanguarda mais importante do planeta acabavam de ser presos.

Vagas acusações.

Eram cabeludos e mal-cheirosos; não gostavam de banhos. Seriam depravados, usariam drogas, mas nenhuma foi encontrada com eles, jovens artistas de variadas nacionalidades que depois de soltos, nos anos seguintes, ascenderiam ao topo da carreira em seus países de origem.

Presos e soltos em questão de horas, foram novamente trancafiados.

Uma intrigante, vistosa seta (de tinta branca, recente) no porão da residência apontava para o chão. A polícia disse que cavucou e encontrou maconha. Provisão denunciada por uma seta atribuída aos que tinham o máximo interesse em ocultá-la...


Foi o que bastou. Os teletipos espalharam a notícia pelo mundo, da prisão de um grupo que, acusado de ser mal-cheiroso, depravado, dado ao uso de drogas, tinha o costume de ler os clássicos da poesia grega e compêndios de política.

Subversivos! - acrescentou denúncia.

O Diário de Judith Malina que este livro reproduz e conserva para a história, tal qual foi publicado pelo jornal, conta a bizarrice deste folhetim.

Hoje é até capaz de fazer rir; naqueles dias, causou espanto, calafrios, medo.

O tom da escrita é sereno, meigo, poético. Gentil até com os carcereiros, os acusadores.

(Sempre admiti que Judith, por razões óbvias, deliberadamente baixou o teor da narrativa para que mais não pesassem a mão sobre eles. Hoje, observo que não. Falou nela o sentimento que chamamos de cristão, mas Judith, nascida na Alemanha, é judia).

O conteúdo é do humanismo de filosofia anarquista que fez do Living Theatre o grupo teatral de vanguarda mais importante do mundo, mesmo após a morte do seu fundador, Julian Beck, em 1985, nos Estados Unidos.

O Dops – "Delegacia de Ordem Política e Social" - era a prisão política de Minas mais temida, assim com os cárceres de Juiz de Fora, onde ficava o comando militar.

Reler os fragmentos do Diário de Judith Malina, como acabo de fazer, restaura o desalento que impregnou um período da nossa história, não tão distante quanto desejaríamos.

Mas tem o poder de despertar a recordação de uma mulher pequenina, afável, e de seu Julien, amoroso casal, e da filha de 4 anos, que dos pais com um aceno entre grades despediu-se, levada pela avó paterna para os Estados Unidos.

A incansável censura, às vezes dissimulada em cordialidade de ocasião, não reagiu à publicação e a abafou porque a repercussão foi imediatamente escorada pela imprensa internacional.

E como o Diário foi publicado, como submergiu dos porões?

Nas dezenas de entrevistas com o casal, especialmente na companhia escorreita do repórter do Jornal do Brasil, Itamar de Oliveira, soubemos que Judith mantinha no cárcere o hábito de escrever o seu Diário, tomado aos 20 anos.

Solícita, amorosa, encantadora, falei-lhe reservadamente da possibilidade de publicar os relatos últimos, e ela assentiu, com olhares receosos.

As bases para que o documento deixasse a enxovia pelas mãos do seu agente literário, que acabava de chegar dos Estados Unidos, foram definidas numa manhã de folga, no Hotel Normandy, onde o norte-americano se hospedara.

As folhas em inglês eram-me passadas pelo editor, no hotel, e o jornal encomendou a tradução.

Em série, dia após dia, ocupavam página inteira, com chamadas de capa, tudo reproduzido pelo “O Jornal”, do Rio, líder da cadeia associada, então majoritária no Brasil.

A publicação do Diário a cada nova manhã, debaixo do visível desconforto da censura, assegurava o seu prosseguimento no dia seguinte.

O jornal, visto frequentemente como conservador, ousava; não recuou, não se intimidou, e demarcou uma posição da qual retroceder seria impensável.

- Amor. Caminhávamos nas ruas como leprosos. Estou com medo. Tenha coragem. Eu te amo. Nós venceremos. Horror. Deus. Pobres. Vômitos. Pulgas. Escuro. Romeu e Julieta na prisão. Beijos de Adeus. Preces. Anoitece. Teatro. Brasil. Mezuzá. Amanhecer. Eu e Tu. Melancolia. Saudades. Brandura.

São palavras recorrentes deste depoimento que a história recolhe e novamente agita.

Em julho e agosto de 1971 dezenas de vezes fomos a Ouro Preto, para as audiências do processo.

Os presos viajavam num velho ônibus, com batedores de motocicletas à frente e policiais distribuídos pelo ônibus, com ajuda de cães, entre eles o célebre “Dólar”, o mais temido.

Sempre atrás do comboio policial seguíamos no fusca azul do jornal, acreditando ingenuamente que podíamos de alguma sorte representar uma garantia para os prisioneiros. Gente cujo crime, a rigor, foi abandonar a glamorosa Europa para bailar e cantar nas ruas com os pobres de Ouro Preto.

Judith registrou:

“Em procissão, viajamos por entre as magníficas montanhas. Espantados, depois de um mês de cadeia, pela amplidão do céu, pela magnificência da terra de Deus, da qual a mão do homem nos isola. Julien e eu trazíamos trabalho (os livros), mas o que podíamos fazer era apenas fitar sonhadoramente o mundo imenso, as montanhas áridas, a glória do céu claro com nuvens acima de nós, o sol tépido de inverno da beleza subtropical.”

O juiz belicoso, o rumor crescente da repercussão internacional, o exacerbamento do regime sob o comando do general Garrastazu Médici, tudo indicava que o processo se arrastaria, prolongando idas e vindas a uma Ouro Preto invernal, apinhada de estudantes.

Estudantes que ora aplaudiam a passagem do ônibus com os cativos, ora os contemplavam em silêncio tão profundo que os parecia libertar com os olhos, ali onde a cabeça de Tiradentes, erguida numa gaiola, foi prévia e sombria advertência aos que ousaram desafiar o estado.

Aconteceu que a Europa se mobilizou vigorosamente em torno do “Comitê Européen de Défense du Living Theatre”.

De lá partiam manifestações exigindo do governo brasileiro a imediata libertação da troupe.

A veemência da condenação – sempre enfatizando que “este l’ unedes compagnies théâtrales lês plus célèbres et lês plus importantes du monde” – embaraçava a diplomacia do Brasil em todos os países.

Pediam “la libération immédiate de tous lês menbres de la troupe” nomes conhecidos como os de Jean-Paul Sartre, Pierpaolo Pasolini, Alberto Moravia, Jean-Luc Godard, Jean Genet, Michel Foucault, Umberto Eco, Júlio Cortazar, Bernardo Bertolucci e centenas de outros intelectuais de reconhecimento internacional, freneticamente mobilizados.

Tornara-se insuportável para o governo brasileiro manter o Living preso, por falta de banho, por serem sujos e mal-cheirosos, quem sabe viciosos e até “subversivos” .

Foi no meio da audiência, na tarde azulada e fria de uma Ouro Preto envolvida pelo Festival de Inverno, que o cochicho percorreu o salão do fórum, lotado como sempre.

Advogados, meirinhos, acusadores e defensores, todos de cenho franzido se reuniram diante do juiz.

Trocaram palavras apressadas, que logo revelaram o acontecido.

Acossado e para se ver livre das críticas, o governo militar acabava de assinar o decreto de expulsão do Brasil de todo o grupo.

O ambiente de agitação e temor subitamente se desfez.

O pano desceu sobre a cena burlesca, de gazetilha. Nem tristeza, nem alegria; nenhuma comemoração. Estupefação talvez.

Pelo entardecer, seguimos o ônibus de volta pela última vez, em silêncio.

Ao descer no Dops, já de noite, Julien Beck e Judith Malina nos abraçaram, com lágrimas. Ela pouco conseguiu falar.

Julien, no dia seguinte, com solenidade que reservou para o que ia dizer, fixou as palavras e as pronunciou duas vezes:

- Esta é uma casa de horrores !

- Es-ta é uma ca-sa de hor-ro-res ! – escandiu bem as palavras.



Foi seu adeus.



No dia posterior, já deslocado para outra cobertura pelo jornal, pois o grupo seria embarcado para o Rio e, de lá, expulso e deportado do Brasil, soube por Itamar de Oliveira que perdi o que talvez tenha sido o momento mais alto da história que juntos vivemos, aos 20 anos de muita esperança neste País do futuro.

Julien Beck e Judith haviam sido mantidos no temido prédio do Dops, na avenida Afonso Pena, por todo o tempo. As mulheres foram encaminhadas à penitenciária feminina e os homens dispersos por mais de um xadrez.

Na noite em que deveriam partir, reunidos todos num mesmo lugar, eles fizeram um circulo no pátio da prisão. Ao luar, debaixo de respeitosa, muda e reverente assistência dos policiais, que espontaneamente se afastaram, ergueram uma canção.

A celebração começou com um murmúrio, que se foi alteando, como um cântico tribal que a noite invadiu e ocupou longamente.


Despediam-se da prisão, despediam-se do Brasil.

O Brasil que mereceu de Judith Malina a incontida declaração de amor que abre as primeiras linhas destes dolorosos recuerdos.



(Anos depois, de volta a M. Claros, em doce auto-desterro na própria terra, soube que Julien Beck morreu. Judith Malina uma vez voltou ao Brasil. Mantém-se ativa nos Estados Unidos, com o mesmo grupo. Ao morrer Sartre por sua vez, jornais e revistas destacaram que foi na prisão do Living Theatre, em 1971, que o filósofo pai do existencialismo mais se ocupou de uma questão ligada ao Brasil)

***


(* Paulo Narciso é o repórter que retirou da prisão o Diário de Judith Malina, publicado pelo Estado de Minas. Neste mesmo ano de 1971, a Comissão Julgadora do Prêmio Esso de Jornalismo abriu exceção no regulamento para conferir-lhe "Citação Especial". Deixou o jornal em 1976, depois de receber no ano anterior o Prêmio Esso de Jornalismo, categoria regional. Atualmente, dirige duas emissoras de rádio em Montes Claros e o jornal eletrônico "montesclaros.com").

Mensagem N° 55716
De: PM Data: 4/3/2010 10:23:21
Cidade: Montes Claros
BO 12.543/10: A Polícia procura autores de roubo ocorrido na tarde de ontem no bairro Vila Regina. Segundo a vítima, após realizar um saque no valor de R$ 12.000,00 (doze mil reais) em dinheiro, diretamente com o funcionário da Caixa Econômica Federal, se dirigiu ao seu veículo Mitsubishi/Pagero que se encontrava estacionado nas imediações da agência, sem perceber nada de anormal nas proximidades. Ao chegar ao bairro citado, foi abordado por dois indivíduos numa motocicleta prata. O garupa empunhando um revólver possivelmente calibre .38, anunciou o assalto, exigindo a pasta contendo o dinheiro, determinando que ela não corresse do local. Após entregar a pasta contendo a quantia em dinheiro, Note book marca Acer, 01 Modem Banda Larga, 01 Pendrive, Talão com 20 folhas de cheques e documentos pessoais, os indivíduos ainda lhe exigiram o aparelho celular, sendo entregue de imediato, contudo os mesmos dispensaram o aparelho a aproximadamente 100 metros do local, em um lote vago, sendo encontrado pela própria vítima. Filmagens do circuito interno da Caixa Econômica Federal, assistidos pela vítima, apresenta a imagem de um indivíduo na entrada da agência da Caixa Econômica, falando ao celular, com as mesmas características do infrator que anunciou o assalto, contudo segundo a vítima não sendo possível identificar as características físicas do mesmo. O rastreamento continua.

Mensagem N° 55715
De: Freire Data: 4/3/2010 10:19:35
Cidade: M. Claros
Esta onda de saudades em torno de uma Montes Claros recentemente passada é outra maneira de dizer: olha, não é bom este caminho que a cidade está tomando. Já fomos mais felizes, muito. Estão desaparecendo nossas avenidas, nossas ruas, nossa história, a vida nossa mesmo. E nada melhor está vindo em seu lugar, do que é destruído. Contudo, se muitos quiserem, isto pode ser revertido. Há tempo. Sempre a luz vai dissipar as trevas. Sempre

Mensagem N° 55714
De: Flávio Maurício Data: 4/3/2010 10:17:22
Cidade: Montes Claros - MG
Para o Sr. Alberto Sena. Naquela casa onde "O Jornal de Montes Claros" fez história foi um dia morada de Alberto Laborne Valle e Maria Valle, avó de João VAlle Maurício, Joanir Maurício, Joválcio Maurício, Nilva e Aurora Maurício. Naquela varanda brincaram Muril e Tuca Mendes ( MEndes Jr); Mário Ribeiro da Silveira e Darci Ribeiro. Há muito que contar dali. PEna não existí-la mais. Não esqueça de "Zé Branco", anos a fio ali labutou.

Mensagem N° 55712
De: Mário Lúcio Caldeira de Faria Data: 4/3/2010 09:49:55
Cidade: Montes Claros(MG)
E-mail: mlcfaria@uai.com.br
Insisto, obstinadamente, com o prefeito de Bocaiúva, Ricardo Veloso, que se digne a torna realidade a reforma da Estação Ferroviária da cidade que se encontra em estado deplorável. Alí é marco inicial da história de Bocaiúva, alí que desembarcaram os primeiros habitantes, os nossos antepassados, aqueles que vieram de longe construir uma arraial que posteriormente tornou-se em cidade. A Estação Ferroviária de Bocaiúva, não pode ficar esquecida num canto sombrio, solitária, amargando os estragos praticados por vândalos. Foi alí que desembarcaram os americanos que vieram cobrir o eclipe da terra com o sol nos idos dos anos quarenta. Alí é o ponto de partida para contarmos nossa história. Muitos prefeitos da região reconstruiram a sua Estação, pois, sabem o valor desse empreendimento para os anais das cidades. Imploramos ao Ricardo Veloso, voltem os seus olhos para a Estação Ferroviária e a reconstrua. Ressucita o limiar da nossa história para que a prole atual passa conhecer os passos de Bocaiuva rumo ao desenvolvimento.

Mensagem N° 55711
De: Alberto Sena Data: 4/3/2010 09:41:33
Cidade: Montes Claros
Era feliz e sabia

Alberto Sena*

Houve um tempo em que eu encontrava comigo mesmo em todas as esquinas de Montes Claros. Não sou saudosista, aviso logo. Simplesmente, vivi aquela época, década de 1960, e era feliz. Era feliz e sabia. A Rua Doutor Santos era a principal da cidade. Nela ficava (ficava) uma casa antiga sede da redação do “O Jornal de Montes Claros”. Comecei a trabalhar no jornal dirigido por Oswaldo Antunes e Waldyr Senna, que, não por acaso, é meu irmão; dos homens, o primeiro. Mas ele nada teve a ver com a minha ida para o jornal. Aliás, para ele foi surpresa. Para mim, muita emoção. Se me dão licença, conto como foi em rápidas pinceladas, como diria o genial Pablo Picasso.
Contei no texto anterior que a sapataria de Tião Boi, na Rua Presidente Vargas (e não Rua Benedito Valadares – obrigado Augusto Vieira pela correção), era o centro do universo. Um dia, cheguei lá, de manhã, para assinar o ponto e eis que encontro Geraldo Gomes (por onde será que ele anda hoje?), repórter do Mais Lido, alcunha do “O Jornal de Montes Claros”, cobrindo o setor de Esportes. O Gomes disse-me que estava me esperando, tinha as malas prontas, ia se mudar para Belo Horizonte e precisava arranjar substituto no jornal. “Conversando com Tião Boi, ele sugeriu você para me substituir” – disse-me Gomes. Fiquei estupefato, mas sem deixar transparecer ao amigo. “Vamos ao jornal que vou apresentá-lo ao Waldyr”, convidou-me, de certo modo, gracejando.
Fomos. Lá chegando, naquela casa velha que, se não me engano, era propriedade de Luiz de Paula Ferreira, Gomes me recomendou ficar na ante-sala, enquanto ia avisar ao Waldyr: “Trouxe o meu substituto”, disse ele. E Waldyr respondeu: “Então mand’ele entrar”.
Entrei. “Você?!”, ele ficou deveras surpreso. Não imaginava que eu, aos 17 anos, estivesse ali para seguir as pegadas dele no jornalismo. Feitas as apresentações de praxe, Geraldo Gomes me deu a primeira orientação que sigo até hoje: “Você joga futebol (jogava no “time de Bonga”, o famoso juvenil do Casimiro de Abreu com um ‘s’), então faça o seguinte: pegue caneta e papel, anota os lances mais importantes do jogo, e logo que a partida acabar, você sai fazendo a matéria na cabeça; quando chegar à redação do jornal é só escrever”.
Por ali, por aquela casa antiga, em cuja garagem morou o ex-escravo Tuia, numa casinha azul de madeira feita especialmente para ele, vários aprendizes, hoje grandes profissionais, passaram. A maioria ainda vive: Lazinho Pimenta, Theodomiro Paulino, Haroldo Lívio, Flávio Pinto, Robson Costa, Carlos Lindenberg, Robério Antunes, Humberto e Adalberto Versiani, Paulo Narciso, Adroaldo,Waldemar Brandão, Itamaury Telles, Reginauro Silva, entre outros. “O Jornal de Montes Claros”, que ainda continua vivo na lembrança, com o tempo sedimentou a fama de “escola de jornalismo”, nas redações dos grandes jornais, principalmente no “Estado de Minas”, onde por vários anos trabalhamos juntos: Robson Costa, Carlos Lindenberg, Fernando Zuba e Paulo Narciso.
Naquela época, diria sobre Montes Claros, Robson Costa, se vivo fosse: “a cidade era bem mais tranquila”. Responsável pelo noticiário de polícia do Mais Lido, Robson diria, certamente: “ladrão era amigo do alheio e fugia em desabalada carreira”. O jornal era, enfim, uma espécie de trincheira, sem dúvida, responsável por induzir grande parte do progresso que a cidade alcançou. Exercia forte influência política. Lutou pela Sudene, pelo Distrito Industrial, pela Barragem do Gurutuba, pelo Projeto Jaíba, pela educação etc. Cumpriu o papel de praticar o bom jornalismo.
A Rua Doutor Santos era uma espécie de passarela de jovens bonitas. Da porta da casa velha onde funcionou a redação flertávamos moiçolas, cada uma fazendo mais questão do que a outra de esbanjar beleza e charme, vestindo shorts ou minissaias tão em voga naqueles tempos. Tempos em que as desavenças eram resolvidas, senão pelo diálogo, no máximo, no tapa. Só de vez em quando tombava alguém, quando a família dos Mió resolvia dar cabo de um dos parentes. Então o cadáver era levado para o necrotério de Leonel Beirão, onde “dr. Lessa”, que fazia vezes de médico legista, realizava a necropsia.
Para lembrar o quanto era interessante viver em Montes Claros daquela época, o mais excitante, o mais emocionante, era quando corria o burburinho pela cidade que naquela noite haveria refrega entre as turmas de “Gerinha Português” e “Gêra do Morro”. O “’Português”, tal e qual galinho Garnisé, era o terror. O outro carregava fama de capoeirista. Essas refregas eram notícia de jornal. De vez em quando pipocavam tiros para o alto, mas ninguém saía ferido. Não era como as brigas atuais, quando Montes Claros quase todo dia lamenta o assassinato de alguém. E no caso dos ladrões, os de hoje não fogem em “desabalada carreira”, mas em alta velocidade, de motocicletas, com a cara escondida dentro do capacete.

* Jornalista

Mensagem N° 55708
De: Corpo de Bombeiros Data: 4/3/2010 09:06:32
Cidade: Montes Claros
Bombeiros do 7º BBM Atende Acidente na BR 251 - Acionados para atender uma ocorrência na manhã de hoje, 04 de março de 2010, na BR 251 Km 507, próximo ao Clube Recreativo Lagoa da Barra. A equipe do Bombeiro deparou com uma colisão frontal envolvendo dois veículos carreta Scânia. Um dos veículos que se deslocava sentido Montes Claros a Francisco Sá carregado de móveis colidiu contra o segundo veículo que deslocava em sentido contrário e estava vazia. Na colisão os veículos se incendiaram provocando interdição temporária da rodovia. Após a retirada das vítimas dos automóveis, as mesma foram conduzidas ao hospital Santa Casa em Montes Claros e os Bombeiros iniciaram o combate ao incêndio que durou toda a madrugada vindo a se extinguir pela manhã após os trabalhos de rescaldo.

Mensagem N° 55705
De: Iara Tribuzzi Data: 4/3/2010 08:36:54
Cidade: Belo horizonte MG
Para dona Ruth e Feli

Iara Lúcia Ramos Tribuzzi

Querida dona Ruth,
Li, enternecida, sua crônica sobre Felicidade Tupinambá –nossa amada Feli. A inesquecível noite de seis de Janeiro de 1961- noite de Reis e véspera do meu casamento deixou-me a mais preciosa lembrança da sua generosidade.
Morávamos então em Montes Claros, na Avenida Afonso Pena esquina da Travessa Padre Marcos e na outra esquina, em diagonal, num casarão antigo cujas janelas se debruçavam também na Rua Pedro II, moravam Dona Josefina com os filhos Feli, Cassemiro, Dona Maria e a neta Carmen Lúcia .
Hernani Tribuzi e eu nos casaríamos na manhã seguinte, dia sete, às nove horas ,na igreja matriz de Nossa Senhora e São José, o Padre Quirino celebraria a cerimônia. Meus pais receberiam, depois, em casa, grande parte da nossa família salinense, e amigos.Haveria um almoço sob o comando de Olímpio de Abreu,casado com Sílvia Veloso Barbosa, irmã de Mamãe pelo lado materno.
Lá pelas sete da noite chegaram inesperados hóspedes de Belo Horizonte, e lembro-me de ter mudado de lugar os presentes recebidos, para abrir espaço e acomodá-los. Feli veio ver se precisávamos de alguma coisa, e Mamãe lhe disse que a casa não fora ainda enfeitada, ela não sabia o que fazer, nem como, e estava meio aflita. Feli atravessou calmamente a rua e trouxe de casa grandes vasos com arranjos de flores secas que nos pareciam belíssimos, mas ela deu neles alguns retoques. Ajuntou verduras, legumes, folhagens e flores e buscou algumas rosas do jardim de Dona Naná Maia, grande amiga e vizinha. Começou a trabalhar, calada e quieta. Montou na mesa da sala de jantar um inacreditável arranjo, usando todos os chuchus, grandes e pequenos , tirados do chuchuzeiro do quintal. Continuou trabalhando noite adentro, tranquilamente, com empenho e perfeição.Suas mãos habilidosas fizeram maravilhas, produziram milagres, e à medida que a noite avançava eu me acalmava, só de estar perto dela, que me falava, no silêncio da noite, sobre o seu próprio noivado desfeito, um grande amor contrariado.
A expectativa do casamento me assustava.Tinha apenas dezenove anos, poucas informações, e era pretensiosa, acreditando que o meu amor e o meu empenho fossem suficientes para uma vida feliz .Todas as pessoas da casa se recolheram, inclusive os hóspedes, ficamos as duas, dando os retoques finais. Ao terminar Feli olhou para mim e disse:
- Você se esqueceu de pinçar as sobrancelhas, dê um jeito nelas quando acordar.
Meu dia começaria de madrugada, assistindo a primeira missa da capela da Santa Casa para comungar. Não poderia ficar em jejum até as nove horas, como determinavam então as normas da Santa Igreja. Depois da missa e do desjejum a prima Gisélia Henrique Lage, também vizinha e madrugadeira, tiraria os “bobs” do meu cabelo, me pentearia com cuidado e ajudaria na maquillagem simples.
Lamento não ter uma só foto da casa enfeitada, e não sei se disse a Feli como foi importante sua presença e inestimável ajuda.
Faço hoje um agradecimento sensibilizado a ela, ao meu tio Olímpio de Abreu, pelo almoço fantástico, a Águeda Avelar pelas tortas maravilhosas, e a tantos outros montesclarenses generosos que organizaram nossa festa, naqueles bons tempos de simplicidade, quando não havia, ainda, os buffets.
Iara Tribuzzi
Verão de 2010

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